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Campo com afloramentos rochosos aparentes com predominância da vegetação herbáceo-arbustiva, e presença eventual de arvoretas com até dois metros de altura, sem formação de dossel. A composição florística pode variar muito em poucos metros de distância, e a densidade das espécies depende do substrato. Há locais em que arbustos praticamente dominam a paisagem, enquanto, em outros, a flora herbácea predomina. Os indivíduos lenhosos por sua vez, desenvolvem-se nas fendas das rochas. Outras espécies como aráceas e orquidáceas rupícolas crescem diretamente sobre as rochas.
Ocorrência: Ocorre em altitudes superiores a 900 metros em áreas onde há ventos constantes e variações extremas de temperatura. Os solos são ácidos, pobres em nutrientes e com baixa disponibilidade de água. Frequentemente associada à Neossolos Litólicos. Em Mato Grosso podem ser encontrados em alguns pontos de Chapada dos Guimarães, na região da Chapada dos Parecis, na Estação Ecológica da Serra das Araras e na região de Barra do Garças e Nova Xavantina.
Para esta fitofisionomia não são definidas espécies mais frequentes, mas sim gêneros mais frequentes como: Asteraceae (Baccharis, Calea, Lychnophora, Wunderlichia e Vernonia), Bromeliaceae (Dyckia e Tillandsia), Cactaceae (Melocactus e Pilosocereus), Cyperaceae (Bulbostylis e Rhynchospora), Eriocaulaceae (Eriocaulon, Leiothrix, Paepalanthus e Syngonanthus), Fabaceae (Caliandra, Chamaecrista, Galactia e Mimosa), Melastomataceae (Cambessedesia, Miconia e Microlicia), Poaceae (Aristida, Axonopus, Panicum, Mesosetum, Paspalum e Trachypogon) e Velloziaceae (Barbacenia e Vellozia).
Vellozia squamata Pohl